
Diário "New York Times" traçou perfil da última fábrica de Pinball do mundo. Fã argumenta que falta de lugares para jogar tirou jogo de moda.
Estar dentro de uma fábrica de máquinas de pinball aparenta ser exatamente como se imagina, descreve o jornal americano "New York Times" nesta sexta-feira (25).
O ambiente é formado por um armazém enorme, uma entusiasmática cacofonia de flippers girando, sinos tocando e bolas circulando em repetições intermináveis. O jornal americano "New York Times" traz um perfil do que diz ser a última fábrica de máquinas de pinball do mundo. A fábrica, Stern Pinball, na área de Chicago, é a sobrevivente, revela a publicação. Mas a repetição dos flippers diminuiu. A produção da fábrica caiu de 27 mil para 10 mil máquinas de pinball por ano. Para a maioria das pessoas, a história é familiar se for considerado que os computadores se sofisticaram, as pessoas passaram a se divertir em casa e as máquinas passaram a ser substítuidas por videogames, enumera o "New York Times".
'Esquecimento doloroso'
Mas, para quem é do ramo do pinball, é um "esquecimento doloroso", e alguns insistem que vai ser revertido. "Tem um monte de coisas que me deixam intrigado", disse o fã Tim Arnold ao "New York Times". Ele abriu recentemente o "Hall da Fama do Pinball", um museu em Las Vegas. "Por que as pessoas estão jogando jogos em seus celulares enquanto escrevem e-mails? Eu não entendo", questionou.
"A coisa que está matando o pinball", acrescentou Arnold, "não é o fato de as pessoas não gostarem. É não ter nenhum lugar para jogar". Ao longo da linha de montagem da fábrica no subúrbio de Chicago, grupos de trabalhadores encaixam fios coloridos e fazem buracos nas estruturas de madeira. Pinballs não são máquinas simples, diz o jornal. Cada uma contém meia milha de fio e 3.500 componentes minúsculos, e demora 32 horas para ser construída. Mais tempo do que um Ford Taurus, como o presidente da fábrica, Gary Stern, gosta de lembrar.
Stern, o último magnata do pinball, é um senhor sarcástico e de fala apressada, de 62 anos, com um pouco de cabelo branco, que come jujubas em sua mesa e machucou recentemente uma costela, enquanto praticava snowboard no Colorado.
A fábrica é o trabalho dos sonhos de um viciado em games. Alguns designers sentam em escritórios isolados, mas distantes das máquinas de pinball. Alguns trabalhadores são cobrados para que passem 15 minutos do dia na "sala dos jogos" , para testarem os últimos modelos. O dono da fábrica cobra críticas dos profissionais.
O pai de Stern, Samuel Stern, fez do pinball o seu negócio de vida, começando como operador de jogos em 1930, quando uma versão simlples da moderna máquina de pinball, produzida pelo mundo, começou a ser produzida. Dezenas de companhias passaram rapidamente a produzir as máquinas, lembra Roger Sharpe, considerado um historiador do esporte após publicar o livro "Pinball!" em 1977.
A criação do flipper — popularizada pelo jogo de Humpty Dumpty em 1947 — transformou a atividade. "Todo mundo pensa nisso como retrô, nostalgia", diz Sharpe. "Mas, não é. Há jogos sofisticados. O pinball é atemporal", acrescentou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário